Agosto 15, 2010

Mudança de endereço

Posted in Uncategorized às 7:07 pm por valdezbhz

Caros amigos,

Após uma criteriosa análise, resolvi criar um novo blog com o seguinte endereço: http://www.queroaverdade.wordpress.com. O formato será o mesmo de denunciar o que os monopólios midiáticos não falam para não prejudicar alguns políticos canalhas que teimam em voltar para terminar de vender nosso querido País.

Conto com vocês na divulgação do novo endereço. Felicidade a todos.

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45 escândalos da era FHC

Posted in Uncategorized às 12:19 pm por valdezbhz

15/ago/2010 – fonte: http://www.psdbnuncamais.blogspot.com/

O BRASIL NÃO ESQUECERÁ – ITINERÁRIO DE UM DESASTRE

Nenhum governo teve mídia tão favorável quanto o de FHC, o que não deixa de ser surpreendente, visto que em seus dois mandatos ele realizou uma extraordinária obra de demolição, de fazer inveja a Átila e a Gêngis Khan. Vale a pena relembrar algumas das passagens de um governo que deixaou uma pesada herança para seu sucessor.

1994 e 1998. O dinheiro secreto das campanhas: Denúncias que não puderam ser apuradas graças à providenciais operações abafa apontaram que tanto em 1994 como em 1998 as campanhas de Fernando Henrique Cardoso foram abastecidas por um caudaloso esquema de caixa-dois. Em 1994, pelo menos R$ 5 milhões não apareceram na prestação de contas entregue ao TSE. Em 1998, teriam passado pela contabilidade paralela R$ 10,1 milhões.

A taxa

média de crescimento da economia brasileira, ao longo da década tucana, foi a pior da história, em torno de 2,4%. Pior até mesmo que a taxa média da chamada década perdida, os anos 80, que girou em torno de 3,2%. No período, o patrimônio público representado pelas grandes estatais foi liquidado na bacia das almas. No discurso, essa operação serviria para reduzir a dívida pública e para atrair capitais. Na prática assistimos a um crescimento exponencial da dívida pública. A dívida interna saltou de R$ 60 bilhões para impensáveis R$ 630 bilhões, enquanto a dívida externa teve seu valor dobrado.

Enquanto isso, o esperado afluxo de capitais não se verificou. Pelo contrário, o que vimos no setor elétrico foi exemplar. Uma parceria entre as elétricas privatizadas e o governo gerou uma aguda crise no setor, provocando um longo racionamento. Para compensar o prejuízo que sua imprevidência deu ao povo, o governo FHC premiou as elétricas com sobretaxas e um esdrúxulo programa de energia emergencial. Ou seja, os capitais internacionais não vieram e a incompetência das privatizadas está sendo financiada pelo povo.

O texto que segue é um itinerário, em 45 pontos, das ações e omissões levadas a efeito pelo governo FHC e de relatos sobre tentativas fracassadas de impor medidas do receituário neoliberal. Em alguns casos, a oposição, aproveitando-se de rachas na base governista ou recorrendo aos tribunais, bloqueou iniciativas que teriam causado ainda mais dano aos interesses do povo.

Essa recompilação serve como ajuda à memória e antídoto contra a amnésia. Mostra que a obra de destruição realizada por FHC não pode ser fruto do acaso. Ela só pode ser fruto de um planejamento meticuloso.

1995. Extinção da Comissão Especial de Investigação. Assim que assumiu a presidência da república, em 1995, Fernando Henrique Cardoso baixou um decreto extinguindo a chamada Comissão Especial de Investigação, instituída pelo antecessor, presidente Itamar Franco, que, composta por representantes da sociedade civil, tinha o objetivo combater a corrupção. Seis anos mais tarde, em 2001, fustigado pela ameaça de uma CPI da Corrupção, o presidente Cardoso conseguiu desviar a atenção da sociedade criando uma tal Controladoria-Geral da União, que se notabilizou por abafar as denúncias que motivaram sua criação.

1 – Conivência com a corrupção
2 – O escândalo do Sivam
3 – A farra do Proer
4 – Caixa-dois de campanhas
5 – Propina na privatização

Se você quer ler a matéria completa acesse: http://www.psdbnuncamais.blogspot.com/

InfoMoney: Motoristas já pagaram quase R$ 3 bi em pedágios em rodovias paulistas este ano

Posted in Uncategorized às 12:10 pm por valdezbhz

23/07/2010 – Fonte: http://www.pedagiometro.com.br

SÃO PAULO – Quase R$ 3 bilhões. Esse é o valor que os motoristas gastaram neste ano com pagamento de pedágios nas rodovias paulistas. O montante é verificado em tempo real pelo Pedagiômetro, ferramenta que mede o quanto está sendo arrecadado nas rodovias do estado de São Paulo.

De acordo com o pedagiômetro, os pedágios paulistas arrecadam R$ 168,09 por segundo, R$ 605 mil por hora e mais de R$ 14,522 milhões por dia. Ao todo, o estado de São Paulo tem 227 praças de pedágios – 467% mais do que em 1997, quando foi iniciado o programa de concessão. Naquele ano, existiam em todo o estado 40 praças.

No ano passado, os motoristas pagaram 16% mais em pedágios no estado e foram arrecadados R$ 4,55 bilhões.

Reajuste estadual

Desde o dia 1º deste mês, os pedágios das rodovias concedidas do estado ficaram até 5,22% mais caros. O reajuste, aprovado pela Artesp (Agência de Transporte do Estado de São Paulo), levou em conta o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo).

Esse percentual foi aplicado às tarifas cobradas nas rodovias cujos contratos de concessão foram assinados entre 2008 e 2009.

Para as rodovias cujas concessões foram efetivadas entre 1998 e 2000, o percentual de reajuste será menor, de 4,18%. Para esses contratos, a Artesp utilizou o IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado) como base de cálculo.

Praças aumentaram em todo o País

Não foi só o estado paulista que registrou aumento no número de praças de pedágio. No Brasil, o número de praças de pedágio em rodovias que funcionam sob concessão cresceu mais de 34% em quatro anos, revelou estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).

Em 2006 existiam 321 postos de cobrança de pedágio em operação. No início deste ano, esse número passou para 432, considerando os 14 postos em construção da concessionária ViaBahia.

Entenda o pig 4

Posted in Uncategorized às 11:53 am por valdezbhz

14/ago/2010 – fonte: http://www.blogdacidadania.com.br

O que resta à mídia tucana

Se pudesse dar um conselho a Dilma Rousseff, diria que não se preocupasse com o seu principal adversário. Ele não existe, simplesmente. É a roupa que não se sustenta em pé sem um cabide (a mídia). Poderia ter qualquer nome ou forma, é apenas o que estava à mão da direita, da qual a mídia corporativa é a manifestação mais poderosa, hoje em dia…

O problema de Dilma é a mídia – e continuará sendo inclusive se a petista vencer a eleição. E, para ser mais claro, dou nome aos bois que executarão a tarefa de tentar desmoralizar a candidata: Organizações Globo, Grupo Folha, Grupo Estado e Editora Abril, com as capilaridades todas desses impérios de comunicação.

Agora virão com tudo, as concessões públicas de rádio e tevê, os grandes jornais e revistas semanais irrigados com o dinheiro dos impostos de TODOS os brasileiros, enquanto tais meios acusam o governo de dar a alguns bloguinhos o que eles é que recebem aos caminhões simplesmente por conta de uma lei não escrita, mas que o governo Lula continuou obedecendo, parcialmente, para evitar maiores encrencas.

Mas o que restaria à mídia tucana tentar se não mais do mesmo? Vêm aí mais acusações a Dilma. Por alguma razão, as famílias supra mencionadas e os seus amigos donos de tevês, rádios, jornais e revistas acham que não acusaram suficientemente a candidata.

Encontrei lá no blog do Luis Nassif um bom exemplo do que já começa a ser tentado, na forma de reprodução e questionamento de matéria da revista Época levantando suspeitas sobre o passado guerrilheiro de Dilma, para variar. Ou seja: volta a tática do medo, até então moribunda depois das besteiras ditas por Índio da Costa e avalizadas por José Serra.

A mídia não vê alternativa – e talvez não haja mesmo. Quem sabe a tática do medo leva a eleição para o segundo turno, pelo menos…

Mesmo com a experiência de 2002 e, sobretudo, com a de 2006, quando Alckmin, na segunda rodada da eleição, teve menos votos do que na primeira, a direita continua achando que o segundo turno é “uma outra eleição” – eles repetem tanto as próprias frases feitas que terminam acreditando nelas.

As pessoas mais politizadas ficarão irritadas, as menos politizadas ficarão indiferentes, mas todos teremos que agüentar essa baixaria. Pelo menos teremos a satisfação de vencer essa estratégia simplesmente não fazendo nada, deixando que ela, sozinha, trucide o último fio de possibilidade de Serra de, mesmo não vencendo, sair da eleição de cabeça erguida.

Entenda o pig 3

Posted in Uncategorized às 11:37 am por valdezbhz

12/ago/2010 – fonte: http://www.viomundo.com.br

2006: Como a Globo ajudou a levar para o segundo turno

Por Luiz Carlos Azenha

O texto abaixo trará apenas uma novidade (considerável) para os leitores habituais do site.

Mas é importante repetir a história, especialmente para os leitores que chegam agora.

Em 2006 eu era repórter especial da TV Globo baseado em São Paulo. Fui escalado para cobrir as eleições presidenciais. Foi minha primeira experiência no gênero. Fui destacado para acompanhar o candidato Geraldo Alckmin.

Mas antes, durante as denúncias que pipocaram por causa do mensalão, comprovei em Goiás caixa dois do PT. O assunto foi parar em Brasília. Na hora agá, o denunciado abriu os arquivos e disse que tinha dado dinheiro a todos os partidos. A partir daí, o assunto morreu.

O incômodo que eu e muitos colegas sentimos nasceu mesmo na campanha. Eu friso muitos porque a Globo quis fazer parecer que eram apenas dois gatos pingados. Na minha contabilidade, pelo menos dez profissionais da emissora demonstraram abertamente que estavam alarmados com o andamento da cobertura.

Conversávamos abertamente a respeito, na redação.

Como jornalistas experientes, sabíamos detectar as nuances na cobertura da emissora:

1. Marco Aurélio Mello, editor de Economia do Jornal Nacional, nos contou que tinha recebido ordens do Rio para “tirar o pé” das reportagens econômicas que poderiam ser vistas como positivas para Lula, que buscava a reeleição;

2. Alexandre Garcia, comentarista de Brasília, começou a aparecer em programas de entretenimento para fazer análises eleitorais;

3. Todos os sábados, o Jornal Nacional repercutia as capas com denúncias da revista Veja ao governo, sem checar se as informações eram ou não verídicas;

4. Nos 50 segundos diários de cada candidato, muitas vezes a emissora repercutia as denúncias que havia apresentado contra o governo. Assim, eram três candidatos (150 segundos) pedindos explicações ou fazendo acusações ao governo (Geraldo Alckmin, Heloisa Helena e Cristovam Buarque) e 50 segundos de “defesa”.

5. Só entravam no ar denúncias contra o governo, o que levou o repórter Carlos Dornelles a fazer um protesto público. Colegas se reuniram para pedir isonomia ao editor regional de São Paulo. Como resultado do protesto, fui encarregado de fazer uma reportagem sobre o escândalo das ambulâncias, que envolvia aliados do candidato ao governo paulista, José Serra. A reportagem nunca foi ao ar. Esse caso eu contei aqui.

6. Na semana do primeiro turno, a Globo bombou no ar as denúncias que envolviam o candidato do PT ao governo de Pernambuco, o ex-ministro da Saúde Humberto Costa, mas escondeu que aliados de José Serra estavam envolvidos no mesmo escândalo.

Aqui, a novidade: diante de tal descalabro, um colega chegou a ligar para o então ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, para denunciar que a Globo se empenhava em levar a eleição para o segundo turno.

E a Globo ajudou a levar, com a colaboração dos aloprados petistas, do delegado Edmilson Bruno e por causa da ausência do candidato Lula no debate final da emissora.

A diferença entre 2006 e 2010 é que naquela época éramos dez pessoas denunciando o descalabro, de dentro. Agora, alguns milhares já são capazes de perceber a manipulação apenas assistindo TV.

Para ler outro texto que escrevi a respeito, clique aqui.

Curiosamente, em 2010 Ali Kamel não terceirizou o golpe. Pretende aplicá-lo apenas com a ajuda do mais alto escalão, no qual se inclui William Bonner.

Entenda o pig 2

Posted in Uncategorized às 11:33 am por valdezbhz

14/ago/2010 – fonte: http://www.escrevinhador.com.br

Datafolha revela: Bonner afundou o Serra e a Organizações Globo atacam de novo.

Que fato relevante pode explicar a mudança brusca nas estatísticas do “DataFolha”? Na pesquisa de 20 dias atrás, o instituto da família Frias teimava em manter Dilma numericamente atrás de Serra, num “empate técnico” pra lá de duvidoso – ainda mais porque todos os outros institutos já apresentavam Dilma com vantagem de 5 a 10 pontos.

Agora, o “DataFolha” finalmente se rendeu: Dilma 41%, Serra 33%. Repito a pergunta: que fato relevante ocorreu entre uma pesquisa e outra? Lula apareceu colado a Dilma? Onde? Não houve nenhum programa de TV com a presença dos dois.

Os únicos fatos políticos dignos de nota foram o debate da Band (que teve audiência pífia, cerca de 3 pontos) e as entrevistas (?) dos candidatos no “JN”. A única conclusão possível é que a tentativa do “JN” de emparedar Dilma saiu pela culatra. Bonner afundou Serra. A Globo tentou salvar Serra, mas agora corre o risco de afundar com o candidato tucano.

Mas atenção: a “reportagem” da revista “Época” dessa semana mostra que o jornalismo porco das Organizações Globo, sob comando de Ratzinger, não tem limites. Parece um suicídio corporativo.

O suicídio é problema deles. O problema nosso é enxergar que essa turma tomou um caminho sem volta. E isso indica que seguirão a apostar em pequenos golpes e grandes manobras midiáticas.

Os números cada vez mais consolidados de Dilma parecem indicar que o jogo está definido. De fato, tudo aponta para a vitória de Dilma. O próprio DataFolha revela que ainda há 7% de eleitores (dizem na pesquisa que escolheriam com certeza o candidato de Lula, mas não sabem que Dilma é essa candidata) que podem migrar para a petistas, sem grande esforço.

Digamos, portanto, que a campanha de TV possa empurrar Dilma para 48%. Serra deve encolher para algo em torno de 30% (parece ser o piso do tucano). Marina e os outros ficariam com algo em torno de 10%.

Nesse quadro, chegaríamos às últimas semanas antes do pleito com: Dilma 48% X outros candidatos 40%. Tudo decidido, certo? Vitória petista no primeiro turno?

Mais ou menos. “Veja” e “Globo” parecem dispostos a tudo.

O que podem tentar?

A matéria porca da “Epoca” dá uma dica. Dilma nunca participou de ações armadas durante o período em que lutou contra a ditadura (e ainda que tivesse participado, isso não a diminuiria em nada). Mas isso pouco importa. Na reta final, o que importa é criar um clima de dúvida. Basta um depoimento emocionado, uma nova Miriam ou novos aloprados, e pronto. Uma semana de “JN”!

Não precisa virar o voto de 20%, 30%. Basta virar 4%. Foi o que fizeram em 2006. Podem conseguir em 2010? Acho difícil. Eles estão mais fracos. Mas tenho certeza que vão tentar.

Por isso, o caminho de quem apóia Dilma deve ser o de um otimismo cauteloso.

Entenda como o pig funciona.

Posted in Uncategorized às 11:26 am por valdezbhz

12/agosto/2010 – fonte: http://www.viomundo.com.br

Petrobras desmente vazamento na P-33 e problemas na P-35

Posted in Uncategorized às 11:14 am por valdezbhz

14/ago/2010 – fonte: http://www.petrobras.com.br/fatosedados

P-33 – Com relação à matéria Petroleiros denunciam novo vazamento na P-33, publicada na edição deste sábado (14/8) de O Globo, a Petrobras reitera desmentido enviado a imprensa ontem sobre suposto vazamento de petróleo ou gás natural na plataforma P-33, na Bacia de Campos, litoral norte do Rio de Janeiro.

A Petrobras reafirma que exerce todas as suas atividades com austera política de Segurança, Meio Ambiente e Saúde. Impõe, também, rigor técnico nos aspectos relacionados aos equipamentos e à capacitação de pessoal.

P-35 – Com relação à nota O que está acontecendo com as plataformas , publicada neste sábado (14/8) no blog Radar On-line, a Petrobras informa que a plataforma P-35 possui equipamentos de geração elétrica operando em plena normalidade, suprindo todas as necessidades daquela instalação industrial. A P-35 opera com dois turbogeradores, e possui quatro. Um dos dois equipamentos de reserva encontra-se preventivamente em manutenção e o outro está disponível para a operar a qualquer momento. Além disso aquela plataforma conta com outros dois geradores para eventuais contingências. Se tivesse sido perguntada pelo colunista sobre o assunto antes da publicação, a Companhia teria fornecido estes detalhes, levando ao leitor a informação correta.

Pedágio: compare os preços Serra-FHC x Dilma-Lula

Posted in Uncategorized às 11:09 am por valdezbhz

12/ago/2010 – fonte: http://www.tijolaco.com

Dilma Rousseff deu uma entrevista hoje ao Painel RBS, em Santa Catarina, e bateu sem dó no sistema de pedágios das rodovias de São Paulo, criado pelos tucanos e defendido com ardor por José Serra, inclusive na entrevista ao Jornal Nacional. Nele, ganha a concessão quem pagar mais ao governo do Estado, o que resulta nos pedágios astronômicos que os paulistas sempre reclamam.

Este foi o modelo usado por FHC e é o modelo usado por Serra. O governo Lula inverteu totalmente essa lógica. A concessão passou a ser ganha por quem cobra o menor valor de pedágio. Isso criou uma situação curiosa no país. Quem trafega pelas rodovias paulistas ou mesmo pelas federais licitadas durante o governo FHC paga muito mais do que quem anda pelas rodovias federais licitadas durante o governo Lula.

“Quem paga mais não vai ficar com o prejuízo. É, de certa forma, uma cobrança de imposto disfarçada de pedágio”, disse Dilma ao programa, apontando a incongruência do modelo paulista e os prejuízos que acarreta para o usuário.

Um estudo feito pelo Ipea, em maio desse ano, com o título “Rodovias Brasileiras: gargalos, investimentos, concessões e preocupações com o futuro”, mostra bem o que representa para o usuário das estradas brasileiras a diferença entre os dois modelos. O Ipea dividiu as licitações das rodovias brasileiras em duas etapas e comparou o preço cobrado nos pedágios.

Na primeira fase das licitações das rodovias brasileiras, no governo tucano, os valores dos pedágios variavam, à época do estudo, de R$ 5,78, no Pólo Pelotas, a R$ 12,51, na Rio-Juiz de Fora. Já nas rodovias licitadas na segunda etapa de concessões, os valores iam de R$ 1,57, na Litoral Sul (Curitiba–Florianópolis), a R$ 5,09, na Rodovia do Aço (MG/RJ–Dutra).

Comenta o Ipea: “Observa-se nas rodovias da primeira etapa que para cada 100 km paga-se pedágio de: R$ 8,61 na Via Dutra; R$ 8,68 na Osório–Porto Alegre; e R$ 12,51 na RJ–Juiz de Fora, enquanto nas rodovias da segunda etapa, para cada 100 km, paga-se: R$ 1,57 na Fernão Dias; R$ 1,57 na Curitiba–Florianópolis; R$ 2,24 na Régis Bittencourt; R$ 3,51 na Curitiba–Divisa SC/RS; e R$ 5,09 na Rodovia do Aço.

Um exemplo na discrepância pode se constatar para percorrer distâncias semelhantes. Para ir de São Paulo ao Rio de Janeiro (402 km), se paga R$ 34,60 de pedágio, ou R$ 8,61 por 100 km. Já o custo de São Paulo à Curitiba (401,6 km) é de R$ 9,00, ou R$ 2,24 a cada 100 km.

Vários fatores econômicos e conjunturais interferem no preço do pedágio, mas o modelo pelo critério de menor tarifa mostra-se muito mais vantajoso para o consumidor do que o de outorga. Pelo atual modelo, o vencedor da licitação se compromete a executar um plano de investimentos para recuperação, manutenção e ampliação da rodovia, que deve ser parcialmente cumprido em tempo anterior ao início da cobrança de pedágio.

O novo modelo também se aperfeiçoou nos critérios anuais de reajustes. Nas primeiras concessões, entre 1995 e 1996, adotou-se uma cesta de índices dos principais componentes de custos das obras. No segundo lote de concessões, em 2008 e 2009, se adotou o Índice de Preço ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação do país. “Isso já é um avanço, porque, nos contratos anteriores, os índices utilizados nos reajustes superaram sistematicamente a inflação”, observou o estudo do Ipea.

Dilma deve insistir sempre nessas comparações, porque elas revelam quem se preocupa mais com o povo brasileiro e quem coloca sempre o lucro dos empresários em primeiro lugar. Os empresários precisam lucrar com os investimentos que fazem nas estradas brasileiras, mas devem associá-lo a menor tarifa que podem ofertar ao usuário.

Nas estradas estaduais de São Paulo uma nova praça de pedágio surge a cada 40 dias, como mostrou o Estadão, e a tarifa do principal sistema rodoviário do estado, o Anchieta-Imigrantes, foi reajustada para R$ 18,5o, em junho. “Para se ter uma ideia, ficou mais barato viajar a outro Estado do que internamente. Cruzar de carro os 404 quilômetros entre a capital paulista e Curitiba, no Paraná, por exemplo, custa R$ 9 em tarifas. Já para cobrir distância semelhante até Catanduva, por exemplo, é preciso desembolsar R$ 46,70″, destaca o Estadão.

Globo desmente o que todo mundo viu.

Posted in Uncategorized às 11:04 am por valdezbhz

13/ago/2010 – Extraído do site http://www.tijolaco.com

A antes onipotente Rede Globo agora se preocupa com a blogosfera. Depois de retirar do ar uma campanha de seus 45 anos, que tinha o objetivo implícito de campanha para José Serra, a Vênus platinada emitiu nota para dizer que tratamento aos três candidatos à Presidência entrevistados pelo Jornal Nacional foi equânime.

É lógico que ninguém vai acreditar na Globo, mas a emissora piscou primeiro e percebeu que tinha exagerado na dose ao deixar a dupla de apresentadores de seu principal telejornal tentar massacrar Lula e depois se mostrar educada e reverente em relação a Serra. Nenhum grande jornal protestou contra isso, e as queixas ficaram ao nível da blogosfera, que muitos procuram desprezar.

Na verdade, a voz da blogosfera ganhou ainda mais realce com o o gesto de Lula de oferecer uma rosa a Dilma Rousseff para compensar a falta de gentileza do Jornal Nacional com sua candidata. A TV Globo diz que houve igualdade de tratamento e cita até o que seria um suposto equilíbrio nas queixas da militância dos três partidos.

A Globo nem precisava ter feito esse esforço. Bastaria ler o que escreveu o aliado de Serra, o deputado cassado Roberto Jefferson em seu twitter: “William Bonner e Fátima Bernardes facilitaram para o meu candidato. Foram mais amenos com ele”. Ou o blogueiro de política do Estadão, João Bosco Rabello: “Foi mais fácil do que para os adversários.”

A Globo tenta desmentir o que todo mundo viu. Aliás, essa é uma tendência da emissora desde que a sua direção foi assumida por Ali Kamel, que se dedica a provar que não existe preconceiro racial no Brasil. Kamel tenta reescrever a história do Brasil e da TV Globo sob sua ótica. Garante que a Globo não ocultou ao máximo a campanha das Diretas Já, que não atuou no caso Proconsult, que tentou roubar de meu avô a eleição a governador do Rio, em 1982, e que não manipulou a edição do debate entre Lula e Collor, em 1989. O diretor da Globo vive no país do faz de conta e acha que alguém acredita nele.

Veja a íntegra da nota da Globo, reproduzida em blog da Folha, que é bem capaz de ter sido escrita de próprio punho por seu diretor-geral:

“Desde 2002, as entrevistas têm o mesmo tom, com todos os candidatos. Neste ano, não foi diferente. Basta comparar as entrevistas dos três candidatos, pergunta por pergunta, para perceber que tiverem o mesmo grau de dificuldade.

Apesar disso, militantes do PT reclamaram da entrevista de Dilma, militantes do PV reclamaram da entrevista de Marina e militantes do PSDB reclamaram da entrevista de Serra. Até nisso, houve equilíbrio.

A candidata do PT Dilma Rousseff disse à equipe do “Jornal Nacional”, depois da entrevista, que se sentiu muito bem tratada e que a entrevista foi como deveria ter sido. Marina Silva e José Serra também fizeram comentários semelhantes.

O papel do jornalismo da TV Globo não é agradar a partidos nem a candidatos, sejam quais forem, mas tentar esclarecer questões importantes para que os eleitores possam decidir melhor.”

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