Junho 7, 2010

Chuveiro flex ou híbrido

Posted in Uncategorized às 8:44 pm por valdezbhz

Dicas : Banho com chuveiro híbrido solar é o mais barato

24/5/2010
Estudo elaborado pelo Centro Internacional de Referência em Reuso de Água comparou o sistema com o chuveiro elétrico comum, aquecedor a gás, aquecedor solar e boiler

O chuveiro híbrido solar, sistema composto de aquecedor solar com chuveiro elétrico, é o mais eficiente do ponto de vista econômico. Essa é a conclusão de um estudo elaborado pelo Cirra (Centro Internacional de Referência em Reuso de Água), entidade vinculada à Poli-USP (Escola Politécnica da Universidade de São Paulo), que comparou o sistema com o chuveiro elétrico comum, aquecedor a gás, aquecedor solar e aquecedor de acumulação elétrico (boiler).

“O estudo foi desenvolvido com o intuito de avaliar qual sistema de aquecimento de água proporciona um banho mais econômico”, conta o professor Ivanildo Hespanhol, líder da pesquisa. Foram avaliados quesitos como o custo de água, energia elétrica e gás, custo de cada equipamento utilizado e custo de instalação.

Segundo o estudo, um banho de oito minutos custa em média, entre consumo de água e energia elétrica, R$ 0,27 no chuveiro híbrido solar e R$ 0,30 no chuveiro elétrico. Esse mesmo banho sai por R$ 0,46 (53,3% a mais do que o chuveiro elétrico) com aquecedores solares tradicionais, R$ 0,59 (96,6% mais caro) com os aquecedores a gás e R$ 1,08 (246,6% a mais) com o boiler elétrico.

A explicação para a maior eficiência dos chuveiros elétrico e híbrido solar é o baixo consumo de água destes dois sistemas. O estudo mostra que a média anual do consumo de água no chuveiro elétrico foi de 4,2 l/min (litros por minuto). O chuveiro híbrido solar obteve uma média anual de 4,1 l/min, ou seja, 2,3% menor que o consumo do chuveiro elétrico. O aquecedor à gás obteve uma média de 8,7 (l/min), 207% a mais que o consumo do chuveiro elétrico, enquanto que a média do sistema de aquecedor solar foi de 8,4 l/min, ou seja, 200% maior que o consumo do chuveiro elétrico. Já o boiler elétrico teve uma média de 8,5 l/min, 202% maior que o consumo do chuveiro elétrico.

Para a realização deste estudo, foram instalados seis pontos de banho no vestiário dos funcionários da USP, sendo dois pontos com chuveiros elétricos, um com aquecedor a gás, um coletor solar, um híbrido e um aquecedor de acumulação elétrico (boiler). Entre janeiro e dezembro de 2009, esses funcionários voluntários, divididos em grupos, tomaram banhos sem nenhum tipo de restrição sobre abertura maior ou menor do registro, tempo de banho e posição de chave seletora de temperatura nos pontos determinados. A cada três meses, os grupos passaram de um ponto para outro. Os consumos de água, energia elétrica e gás foram medidos por dispositivos especiais e os dados enviados aos computadores do Cirra.

Segundo Douglas Messina, pesquisador do IPT (Instituto de Pesquisa Tecnológicas), o chuveiro híbrido solar tem se mostrado mais eficiente em várias pesquisas. “Esse sistema está sendo sugerido para uso em residências de habitação de interesse social por conta do menor consumo de água e pelo fato de ter o pré-aquecimento solar, o que economiza energia”, afirma o pesquisador.

De acordo com ele, no entanto, isso não significa que os outros sistemas não sejam viáveis. “Os outros sistemas ainda têm que buscar alguma solução para a questão de economia de água, como acessórios que trabalhem com vazões menores”, sugere. “Todos os produtos têm mercado. Não daria para utilizar, por exemplo, água aquecida por placas solares em hospitais, onde o sistema a gás é mais viável. Os engenheiros precisam sempre estudar a melhor solução para cada situação”, completa.

O líder da pesquisa do Cirra, professor Ivanildo Hespanhol, concorda com a opinião de Messina. “Existem exceções porque a pesquisa se deu na cidade de São Paulo, mas em regiões como Nordeste e Sul, por exemplo, as temperaturas médias anuais são diferentes da de São Paulo. Além disso, o comportamento dos usuários e a cultura local também podem influenciar no consumo de insumos, o que interfere no custo do banho”, finaliza.

Chuveiro ‘flex’ terá programa de R$ 4,5 bi
Banho de sol
Autor(es): Agencia o Globo/Henrique Gomes Batista
O Globo – 02/06/2010

O governo destinará R$ 4,5 bilhões ao programa de incentivo ao chuveiro híbrido (solar e elétrico), beneficiando 2,6 milhões de casas, com foco na baixa renda. O sistema trará economia de energia equivalente ao consumo de uma cidade como Belo Horizonte.
Programa do governo de R$ 4,5 bi levará chuveiro “flex”, solar e elétrico, a 2,6 milhões de casas
Uma iniciativa do governo federal de R$ 4,5 bilhões terá forte impacto econômico, energético e ambiental: o programa de incentivo ao sistema do chuveiro híbrido, uma espécie de “flex” que funciona ao mesmo tempo como aquecimento solar e como chuveiro elétrico tradicional. No total, 2,660 milhões de casas, sobretudo de baixa renda, poderão ter esse sistema a partir do próximo ano até 2014. A economia, caso as metas sejam cumpridas, significaria retirar todo o consumo de Belo Horizonte do sistema elétrico nacional, evitando emissões de gases poluentes em volume equivalente à frota de veículos de Brasília.

No sistema solar tradicional, há um boiler para aquecer a água nos dias sem sol — ou seja, o sistema complementar é o mais caro e mais poluente, muito usado por hotéis e nos EUA, por aquecer grandes quantidades de água em reservatórios. Já o chuveiro híbrido tem uma diferença fundamental: quando não há sol, funciona como chuveiro elétrico — e a água é aquecida em pequenas quantidades, diretamente na hora do uso.

Assim, polui menos e é muito mais econômico, seja na hora de comprar, seja na conta mensal. O uso do sistema “flex” tende a reduzir muito a conta de luz das famílias com impacto maior para os pobres. Para essa população, a conta de luz pesa mais no orçamento — e o chuveiro é, junto com a geladeira, o maior gastador de energia.

A maior frente de ação do governo será em moradias a serem construídas.

Os novos dois milhões de casas da segunda fase do programa Minha Casa, Minha Vida terão o sistema, que custará cerca de R$ 1.700 a unidade, incluída no valor a instalação. Só nessa fase serão investidos R$ 3,4 bilhões.

Além disso, o governo vai determinar a troca do sistema em 260 mil casas de famílias com renda de até três salários mínimos. A conta de R$ 442 milhões será paga com o recurso do percentual da conta de luz que já é investido em eficiência energética.

— A grande vantagem do programa é a eficiência energética para baixa renda, que normalmente fica fora dos programas do Procel, como a política de selos de eficiência. Os produtos mais eficientes são mais caros, e as classes mais baixas têm dificuldade em comprá-los, até porque, muitas vezes, compram geladeiras e eletrodomésticos de segunda mão — disse o idealizador do programa, Maurício Tolmasquim, presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE).

Pelos estudos da EPE, o novo sistema reduzirá em 40% (45 kWh/mês) o consumo das famílias de baixa renda. A economia na conta será de R$ 16 mensais — 17% do benefício do Bolsa Família, por exemplo. O programa vai gerar 85 mil empregos diretos e indiretos, muitos na construção.
Classe média deve ser beneficiada
O programa prevê uma linha de crédito especial da Caixa Econômica Federal de R$ 680 milhões para financiar a troca do sistema para famílias de maior poder aquisitivo. Essa etapa poderá levar a tecnologia para a classe média.

Levando em conta o custo médio de R$ 1.700 por sistema híbrido, esse financiamento pode beneficiar outras 400 mil casas. Ou seja, todo o programa trocaria o sistema de chuveiros de 2,660 milhões de moradias.

Esse sistema de financiamento será semelhante ao Construcard da Caixa e já é chamado informalmente no governo de “Solarcard”.

— O custo estimado por aparelho instalado, de R$ 1.700, pode até baixar com o ganho de escala — disse Tolmasquim, lembrando que não estão sendo estudados benefícios fiscais para essas trocas.

Com o programa, a economia média de energia (levando em contas dias nublados, durante os quais o sistema será elétrico) deverá ser de 1.200 GWh/ano — equivalente a uma cidade com 650 mil residências (ou uma capital como Belo Horizonte). Além de evitar a construção de hidrelétricas, a medida é comemorada pelo setor elétrico por retirar demanda nos horários de pico, quando as térmicas são ligadas, o que aumenta a poluição.

Com base na matriz energética brasileira, o programa evitará que sejam lançadas na atmosfera 220 mil toneladas de CO2 por ano. O volume seria igual, por exemplo, à poluição anual de toda a frota de automóveis de Brasília.

Segundo Tolmasquim, esse cálculo é conservador, uma vez que a demanda excessiva causada pelos chuveiros no horário de pico faz o governo acionar as termelétricas, mais poluentes.

— Esse programa é importante também porque a eficiência energética é dos principais pontos para o Brasil cumprir a redução de emissão de gases do efeito estufa, como prometeu na COP-15 — disse Tolmasquim.

Hoje, por ano, são comprados no Brasil 12 milhões de chuveiros elétricos, em um mercado de R$ 400 milhões. Já o mercado atual de aquecedores solares é bem mais modesto, não chegando a 300 mil por ano.

— Este sistema de aquecimento de água se paga, mas demora muitos anos para amortizar o investimento, então é necessário um programa de incentivos como este — disse Tolmasquim, que minimiza riscos de que, sem pagar pelo aquecimento, os banhos fiquem mais longos, aumentando o gasto d’água. — O tempo do banho é cultural, e o banho não poderá ser infinito. O reservatório atende, em média, a cinco banhos.

Para Marcelo Mesquita, gestor do Departamento Nacional de Aquecimento Solar da Associação Brasileira de Refrigeração, Ar-Condicionado, Ventilação e Aquecimento (Abrava), o mercado de aquecedores, hoje restrito, tende a crescer, e cada vez mais governos vão incentivar seu consumo: — Hoje até prédios podem ter sistema de aquecimento solar, usar janelas para obter o calor solar.

Carlos Alexandre Cella, diretor do Grupo de Chuveiros Elétricos da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), diz que o sistema híbrido é o mais adequado ao país: — Sempre ouvimos que o chuveiro é o vilão da conta de luz, mas estudos indicam que chuveiro a gás ou mesmo o solar tradicional são mais caros. O sistema híbrido é um avanço: combina o melhor de cada tecnologia, tornando o banho mais barato e eficiente.

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