Abril 30, 2010

Boa notícia para diminuir um pouco o monopólio das TV’s.

Posted in Uncategorized às 8:32 am por valdezbhz

28 de Abril de 2010 – 11h03

TV pública quer transmitir jogos desprezados pela grande mídia

A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) poderá levar ao ar, por meio de suas emissoras de televisão, eventos esportivos de “relevante interesse nacional” cujos direitos de transmissão pertençam a empresas que optem por não transmitir esses jogos. A medida consta do Projeto de Lei do Senado (PLS) 528/09, de autoria do senador Renato Casagrande(PSB-ES), que obteve, nesta terça-feira(27/04/2010), parecer favorável da Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE).

Segundo a proposta, que teve como relator o senador Valter Pereira (PMDB-MS), consideram-se eventos de relevante interesse nacional aqueles dos quais participem “equipes, times, seleções e atletas brasileiros representando oficialmente o país, realizados no Brasil ou no exterior”. O projeto ainda será examinado, em decisão terminativa, pela Comissão de Ciência, Tecnologia, Comunicação, Inovação e Informática (CCT).

Em seu voto favorável, Pereira observa que os espetáculos esportivos — e em especial o futebol — têm sido alvo de “cobiça” tanto das emissoras de televisão aberta como das empresas de televisão por assinatura. A crescente prática de aquisição dos direitos de exclusividade de transmissão desses eventos acaba privando a população brasileira do direito de acompanhar os jogos.
“O que condenamos é a prática, que já se mostra enraizada no contexto brasileiro, de a aquisição do direito de exclusividade de transmissão de eventos esportivos significar, também, os direitos de captar os sinais e não transmitir”, afirma Valter Pereira.

Na última reunião de seu Conselho Curador, a EBC aprovou, por unanimidade, um parecer da Câmara Temática de Jornalismo e Esportes favorável à proposta da diretoria-executiva da empresa para uma política de esportes. A proposta já previa uma cobertura diferenciada, com foco principal em esportes olímpicos, paraolímpicos e outras modalidades mais competitivas.

A EBC informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que vários conselheiros defenderam a ampliação de transmissões de caráter esportivo, como parajogos, futebol feminino e comunitário e jogos regionais. O conselho também iniciou a discussão em torno da lista múltipla de onde sairão os nomes dos novos conselheiros. O debate será concluído em uma reunião extraordinária marcada para o dia 11 de maio.

Da Redação, com agências

Fonte: www.vermelho.org.br extraído em 30/04/2010

Fique informado, a globo vai de serra.

Posted in Uncategorized às 8:27 am por valdezbhz

29 de Abril de 2010 – 11h08

Marcelo Salles: a campanha Globo-Serra

A campanha da TV Globo para o seu candidato do coração, José Serra, merece Atenção especia ainda que já tenha sido retirada de circulação. Para que não viu, um resumo: a pretexto de comemorar seus 45 anos de vida, um vídeo de 30 segundos reúne os principais “astros” da emissora que, com frases curtas, enviam uma mensagem na linha de “o Brasil pode mais”, slogan da campnha serrista, cuja legenda é a de número 45.

Por Marcelo Salles*, na Carta Maior

“Muito mais vontade de querer ainda mais qualidade” e “é por você que a gente faz sempre mais”, dizem os “artistas” e “jornalistas” da empresa. Reparem a ênfase no “mais”, a que Serra tem se prendido para convencer os brasileiros de que é o “Pós-Lula”. No youtube: http://www.youtube.com/watch?v=qTf0SYnNMNk.

A Globo iniciou as transmissões, de fato, há 45 anos, no glorioso ano de 1965. Ou seja, apenas um ano depois do golpe de Estado que, sob a batuta da CIA, seqüestrou, torturou e assassinou milhares de brasileiros. A Globo apoiou a ditadura e foi apoiada por ela. Daí Armando Falcão, um dos ministro da Justiça da época, ter dito no documentário Muito Além do Cidadão Kane: “Roberto Marinho foi revolucionário de primeira hora”.

No entanto, vale ressaltar, em nome da História, que os primeiros dois contratos entre Roberto Marinho e o grupo Time Life foram assinados em 1962, em Nova York, segundo registra Daniel Herz no livro “A história secreta da Rede Globo”. No papel, a emissora tem, portanto, 48 anos.

Voltando à peça publicitária em favor de José Serra: o PT enxergou o óbvio e exigiu a retirada da campanha do ar. Foi atendido. Só que essa história não pode terminar aqui. Esse fato é extremamente grave e vai além, muito além, do uso de uma concessão pública para fins privados. Também vai além do uso de uma concessão pública em favor de um grupo político neoliberal que, em última análise, defende a exploração do povo brasileiro e legitima o assalto às riquezas do país.

A peça publicitária da TV Globo é uma poderosa arma simbólica, que só pôde ser percebida como tal porque contém elementos passíveis de serem relacionados à campanha de José Serra: o ano eleitoral, o número 45 e a repetição da palavra “mais”. Por isso, ela rompeu a fina barreira entre a programação regular da emissora e aquela destinada ao “horário eleitoral gratuito”, invariavelmente anunciado com fado por apresentadores de telejornal.

Agora, quem luta pela democracia no Brasil não pode achar que essa história termina aqui. E nem acreditar que essa batalha foi vencida só porque a peça Globo-Serra foi retirada do ar. O que devemos fazer é avançar.

A esquerda, como um todo, deve compreender a importância das disputas simbólicas, entendendo, por exemplo, que toda a programação das emissoras comerciais está repleta de mensagens a serviço do projeto neoliberal: egoísmo, individualismo, racismo, preconceitos, segregacionismo, medo, Estado fraco. O sistema capitalista nunca é questionado – para as corporações de mídia, é como se não existisse outra maneira de organizar a vida.

Esse enfrentamento não pode ocorrer apenas nos períodos eleitorais. A mídia é, hoje, a instituição com maior poder de produzir e reproduzir subjetividades. Ou seja, a mídia é essencial para determinar formas de sentir, pensar, agir e viver tanto de indivíduos quanto de instituições. Se queremos formar uma sociedade democrática, todo o sistema midiático deve ser reformulado. E esta é uma batalha de todos os dias.

* Marcelo Salles é jornalista

Fonte: www.vermelho.org.br extraído em 30/04/2010



Abril 25, 2010

Alguns jornais tem partido…mas não informam.

Posted in Uncategorized às 2:59 am por valdezbhz

24/04/2010

A mídia esconde sua partidarização, diz especialista

Considerada mito sob os olhares mais críticos, a imparcialidade nos meios de comunicação sempre foi objeto de discussões infindáveis, sobretudo, do lado de dentro dos muros acadêmicos. Em tempos de corrida eleitoral, a questão, polêmica por excelência, volta a monopolizar os debates. Estaria a grande imprensa se portando de maneira equilibrada em relação aos candidatos, principalmente, no que diz respeito aos postulantes à cobiçada vaga de “comandante-mor” da nação?

Na análise do sociólogo e jornalista Laurindo Leal Filho, professor da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (USP), a resposta é não. “A diferença entre quase todos os meios de comunicação do Brasil e os do exterior é que, no exterior, eles assumem, publicamente, o candidato ou o partido que estão apoiando”, afirma.

Categórico, ele diz que a mídia brasileira esconde sua posição política.”É praticamente impossível a isenção total”, dispara. Leal defende que a mesma postura adotada por outros países seja incorporada pelos veículos impressos daqui, para evitar que gatos e lebres sejam colocados em um balaio comum.

“É o caminho mais honesto. Do contrário, você acaba enganando o leitor com a suposta imparcialidade que, na verdade, não existe.”

Veja abaixo a entrevista:

Terra Magazine – Como o senhor avalia a atual cobertura eleitoral feita pela mídia? Na sua opinião, os candidatos são retratados com equilíbrio?

Laurindo Leal Filho – Não. A mídia, de uma maneira geral, não só no Brasil, mas em todos os países mais desenvolvidos, sempre assume uma posição, principalmente, nos pleitos majoritários, como é o caso de uma eleição para presidente da República. É praticamente impossível a isenção total.

Os meios de comunicação, na maioria dos países, não têm nenhuma preocupação com isso. A diferença entre quase todos os meios de comunicação do Brasil e os do exterior é que, no exterior, eles assumem, publicamente, o candidato ou o partido que estão apoiando.

Isso não quer dizer que vão fazer uma cobertura distorcida do pleito. Eles não escondem que têm preferência por esse ou aquele candidato. Isso, na França, na Inglaterra, é muito comum. Os jornais acompanham uma determinada tendência política, e o leitor sabe disso.

Terra Magazine – Estabelece-se uma relação mais franca com o leitor…

Leal – Infelizmente, no Brasil, alguns jornais ou a maioria deles anuncia que é independente, equidistante dos candidatos, mas, na verdade, acabam exercendo isso, que é muito ruim. Acabam escondendo do leitor a sua posição política. Acho que duas honrosas exceções no Brasil, na mídia impressa, são o Jornal O Estado de S.Paulo – que, nas duas últimas eleições, tem apoiado os candidatos do PSDB explicitamente – e a revista Carta Capital, que tem apoiado os candidatos do PT.

Terra Magazine – O senhor acredita que esse deveria ser o caminho adotado pela mídia impressa de maneira geral?

Leal – É o caminho mais honesto. Do contrário, você acaba enganando o leitor com a suposta imparcialidade que, na verdade, não existe. Basta ver o que os jornais já estão fazendo hoje nesta eleição, com posições claramente a favor do candidato da oposição.

Os três grandes jornais brasileiros, Globo, Folha (de São Paulo) e Estado (de São Paulo) estão nitidamente se colocando a favor do candidato da oposição. E as revistas semanais, com exceção da Carta Capital, também. Especialmente, a Veja. Claramente, estão fazendo uma cobertura da cena política brasileira muito favorável à oposição.

Terra Magazine – Para o senhor, isso torna a disputa desleal?

Leal – Contribui. No Brasil, é pior ainda, porque os jornais impressos têm uma abrangência de cobertura relativamente pequena em relação à população, mas eles acabam pautando o rádio e a televisão. Estes, sim, atingem, praticamente, toda a população brasileira.

Acompanham essa tendência não só por serem pautados nas suas linhas editoriais, nas suas coberturas, pelos grandes jornais, mas por também assumirem as candidaturas da oposição. Estou falando das grandes redes, o que é pior, porque se trata de uma ação ilegal.

A televisão e o rádio são concessões públicas, diferente da mídia impressa, que são empresas particulares. São concessões públicas que estão usando o espaço público para interesses privados, que são os interesses políticos em relação a determinados candidatos.

Então, eu acho que, para responder claramente, há uma distorção do processo eleitoral brasileiro no que diz respeito à cobertura da imprensa. Jornais impressos e revistas deveriam claramente divulgar para o leitor qual é a sua posição, e o rádio e a televisão deveriam se abster de fazer esse tipo de opção. Deveriam buscar o máximo possível a insenção, coisa que não fazem.

Terra Magazine – Na sua opinião, a imprensa tem o poder de eleger um candidato?

Leal – Não tem poder absoluto, porque se defronta com outras variáveis, mas contribui. Em outros momentos, a imprensa já teve mais força. Hoje, no caso específico das últimas eleições, está provado que a ação política do governo tem superado o jogo eleitoral da imprensa, mas não de uma forma absoluta.

Terra Magazine – Quais seriam essas variáveis?

Leal – Por exemplo, ações do governo que atingem diretamente o cidadão e melhoram sua condição de vida.

Terra Magazine – O Bolsa Família (programa de transferência de renda do Governo Federal), por exemplo?

Leal – Bolsa Família, projetos urbanos de habitação, de transporte. O Bolsa Família talvez seja o principal. Eles atingem de forma tão direta o cidadão que, por mais que a imprensa tome posição contrária, não consegue mudar a tendência de voto. Agora, não que isso seja absoluto.

Nas eleições de 2006, a ação da imprensa foi decisiva para levar o candidato Geraldo Alckmin para o segundo turno. No final do primeiro turno, quando se previa uma vitória de Lula, a ação concentrada dos meios de comunicação a favor do candidato Geraldo Alckmin mudou o panorama. Não determinou a vitória dele, mas o levou ao segundo turno.

A história do dossiê, que supostamente o PT teria comprado, colocada nas primeiras páginas dos jornais. Mas não foi só. Foi colocada no Jornal Nacional. Em outros momentos mais antigos, como no famoso debate Lula x Collor, foi decisiva a ação da televisão, editando o debate na véspera da eleição, mostrando que um dos candidatos tinha melhores condições e qualidade do que o outro.

A ordem da Globo foi editar o debate com todos os momentos ruins de Lula e os minutos bons do Collor. Aquilo foi decisivo. Acho que a imprensa não define 100% um pleito, mas ela influi bastante.

Terra Magazine: O senhor acha que o eleitor brasileiro está preparado para fazer uma leitura crítica disso tudo?

Leal – Infelizmente, não. Temos no Brasil um processo de concentração da mídia que impede ao leitor, ao telespectador, ao ouvinte estabelecer comparações, alternativas. Temos uma mídia praticamente homogênea. Então, isso dificulta muito o que chamamos de leitura crítica da comunicação.

Há a possibilidade de estabelecer essa crítica de que você está falando ou nos bancos escolares, o que não existe, ou então através de um outro leque de opções de meios de comunicação, que deem a possibilidade de você perceber que um trata a política de um jeito e outro, de outro jeito. Aí, você pode fazer escolha crítica.

No Brasil, não existe isso. Há uma situação quase que homogênea dos veículos, então, o telespectador, o leitor, o ouvinte têm dificuldade para fazer a crítica.

Terra Magazine – Isso, de certa forma, não compromete o processo democrático?

Leal – Sem dúvida. Tenho convicção de que, enquanto não tivermos uma redefinição do quadro de comunicação no Brasil, uma legislação, por exemplo, no caso do rádio e da TV, que estabeleça critérios mais rígidos, não para censurar, mas para aumentar a diversidade – no caso dos meios impressos, que se tenha mais atores nesse processo, jornais de outras tendências -,enquanto não tivermos isso, nós não teremos completado o processo democrático. A democracia continuará meio capenga.
Terra Magazine – Para o senhor, a internet pode ser um instrumento nesse processo, uma vez que ela abre espaço para o debate?


Leal –
Ela já é uma alternativa. Só que é muito restrita no Brasil. Às vezes, as pessoas acham, porque é na classe média onde os formadores de opinião circulam, que toda a população está sendo beneficiada pela internet. A internet só atinge, hoje, 18% da população brasileira. É uma parcela muito pequena.

Ainda vai demorar um bom tempo para a democratização dela, 18% é o acesso domiciliar à internet, e não são 100% que têm acesso à banda larga. Acho que, no Brasil, a internet é um instrumento de democratização, mas ainda limitado a uma parcela pequena da sociedade.

Fonte: http://www.vermelho.org.br

Abril 18, 2010

BBC DE LONDRES: DOCUMENTÁRIO SOBRE O PODER DE MÍDIA DA PLINPLIN

Posted in Uncategorized às 2:14 pm por valdezbhz

Caros amigos(as), se vocês quiserem ver um ótimo documentário sobre o poder de manipulação que a Rede Globo exerce nos brasileiros, então veja a parte 1 abaixo:

Caso você queira continuar assistindo o documentário que têm 10 partes, é só ir no http://www.youtube.com e procure pelo vídeo Além do cidadão kane

Abril 16, 2010

Entenda as entre linhas de arnaldo jabor

Posted in Uncategorized às 7:06 pm por valdezbhz

Jabor não quer pobre em avião. Lugar de pobre é em pau de arara

O Conversa Afiada aceita sugestão de amigo navegante que viaja muito de avião e reproduz discurso em que a Câmara dos Deputados presta singela homenagem a Arnaldo Jabor, cineasta que faz as vezes de cérebro das Organizações (?) Globo:   

O SR. FERNANDO MARRONI (PT-RS. Sem revisão do orador.) Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, todos os que nos assistem, quero fazer um pronunciamento que leva o seguinte título: A triste opinião dos pensadores virtuais.
Ontem tive o desprazer de assistir e ouvir no Jornal Nacional, da TV Globo, ao jornalista Arnaldo Jabor, que, em seu editorial, deixou nítida e clara a estratégia, já falida, da oposição capitaneada pelo príncipe Fernando Henrique Cardoso para atacar o Presidente Lula.

Em sua crônica, o jornalista ataca ferozmente a INFRAERO. Diz que a classe média está andando de avião e que os aeroportos estão insuportáveis. Mas, ele, na verdade, se referia à classe média formada por brasileiros que ascenderam das camadas mais baixas da população. E que, de pobres, passaram a ter poder aquisitivo para andar de avião através do nosso querido Brasil. Jabor, do alto de sua intelectualidade esnobe, faz piadas irônicas com os brasileiros que a custo do trabalho duro conseguiram mudar de vida graças à estabilidade econômica do Governo do Presidente Lula. O cronista, do alto de seu palanque eletrônico, tripudia sobre esta população e a critica, porque a população acha chique, bom e barato poder circular pelo Brasil de avião. Ele tripudia dizendo que os nossos aeroportos são insuportáveis.

Filho da alta classe média carioca, Jabor talvez nunca tenha passado horas em uma rodoviária dessas de interior, suja, malcuidada, à espera de um ônibus que demora a chegar ou sair. Então, espanta-se de como a classe média de hoje não vê os problemas que ele enxerga nos aeroportos brasileiros.

Mas, a série de besteiras ditas pelo jornalista não terminam por aí.

Segundo ele, o serviço da INFRAERO é o fim do mundo, pois se trata de uma estatal. E, por isso, estaria mergulhada em corrupção. O cronista da Rede Globo não esconde sua revolta com o fato de a Ministra Dilma dizer que não privatizará a INFRAERO. E ainda pergunta se a Ministra está inspirada em Lênin, Trotsky ou Fidel.

Bem se percebe que esse cidadão, ex-cineasta e hoje cronista eletrônico, parou no tempo, que gravita em um mundo irreal de políticas governantais ultrapassados.

Em suas críticas ásperas e confusas, o advogado que virou jornalista volta às suas origens e faz uma defesa apaixonada do neoliberalismo e seu estado mínimo, incapaz de atender às necessidades mais básicas da população.

Até que beira as raias do absurdo — ou seria do desespero pré-eleitoral,frente ao crescimento impressionante da Ministra Dilma — , e declara, categórico, que o Governo Lula não passa de uma continuidade do Governo Fernando Henrique Cardoso.

Como diria o gaúcho velho, que a esta hora mateia na sombra ou sob o sol na campanha: Que barbaridade!

Para atingir o seu objetivo a qualquer custo, dar força ao projeto neoliberal com o qual Fernando Henrique e Serra irão disputar as eleições deste ano, o cronista apela para tons dramáticos em sua encenação televisiva, tenta fechar os olhos da população para os grandes investimentos e para os esforços feitos pelo Governo para acelerar o crescimento do Brasil e levar este País a ser a quinta maior economia do mundo.

Ao final de tudo, quando cai o pano e se estalam as moedas que anunciam os blocos comerciais, creio acreditar que tamanhas sandices foram ditas no horário nobre para milhões e milhões de pessoas. Talvez o pensador virtual global tenha sido influenciado — e mal influenciado, diga-se de passagem — por seu colega norte-americano James Cameron, que, depois de faturar muitos milhões de dólares com seu Avatar, veio de bem longe ao Brasil para dar palpite sobre a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte. Metendo o bico onde não foi chamado!

Talvez, a convite de Cameron, Jabour tenha entrado em uma daquelas máquinas futuristas e mergulhado em um mundo de fantasia, distante da realidade nua e crua do Brasil. E, se fizeram isso, espero que fiquem por lá!
Muito obrigado, Sr. Presidente.

Fonte: www.paulohenriqueamorim.com.br em 16/04/2010

Agora é definitivo: STF julga ilegal cobrança da taxa do ipsemg!

Posted in Uncategorized às 9:50 am por valdezbhz

Política

Decisão. STF decidiu pela inconstitucionalidade de contribuição

Servidores temem pela privatização do Ipsemg

Governo garante manutenção dos serviços para quem continuar pagando

Rafael Gomes

Os servidores públicos estaduais temem pelo futuro do Instituto de Previdência Social do Estado de Minas Gerais (Ipsemg). Uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) considerou inconstitucional a contribuição de 3,2% do salário, descontada de maneira compulsória do funcionalismo, para a manutenção do instituto. Os trabalhadores do Estado têm receio de que o órgão seja privatizado ou que o atendimento seja bastante prejudicado.

O presidente da Associação dos Contribuintes do Ipsemg, Moisés Melo, afirmou que o fim da contribuição “estava anunciado” desde que houve a reforma do órgão, em 2002. “Desde então, o governo jamais quis discutir o assunto”, afirmou.

Melo levanta suspeita quanto ao futuro do Ipsemg. Para ele, a queda na arrecadação abre espaço para a iniciativa privada assumir a gestão do instituto. “Esse acontecimento só reforça as suspeitas de que há algo por trás disso. Médicos e funcionários já denunciaram à associação o interesse de grupos de planos de saúde de assumir o Ipsemg. Parece que é isso que está sendo traçado”, afirmou.

A diretora da Associação Sindical dos Trabalhadores em Hospitais do Estado de Minas Gerais (Asthemg), Maria Célia Miranda, revela que a direção da entidade teme que a queda na receita do Ipsemg acabe afetando também a qualidade do serviço prestado a quem não tem outra opção. “O fim do desconto deve atingir o atendimento. O governo diz que vai compensar, mas vai tirar de onde? Vamos ter que discutir isso”, disse. Pela decisão do STF, só devem ser recolhidas as contribuições voluntárias.

O governo de Minas divulgou nota garantindo que o atendimento médico será mantido para os segurados que optarem por manter a contribuição. Segundo o STF, a decisão já está valendo. Na nota oficial, o governo esclarece que aguarda a publicação do acórdão para aplicar a decisão.

Além da ação julgada pelo Supremo, há outras 255 ações no Tribunal de Justiça de Minas Gerais de servidores e sindicatos questionando a contribuição compulsória. A decisão da Corte pode influenciar o resultado dos processos, mas não há ainda um consenso sobre a amplitude da decisão – se o governo terá que restituir todos os servidores ou somente aqueles que ingressarem na Justiça.

A contribuição de 450 mil servidores do Estado rendia até agora R$ 14 milhões por mês ao Ipsemg.

Instituto nega que haverá privatização
O presidente do Ipsemg, Antônio Caram Filho, negou que haja qualquer projeto para entrega da gestão do instituto para a iniciativa privada. “Isso é delírio e terrorismo. Qualquer coisa que for feita será via Assembleia Legislativa”, afirmou.
O governador Antonio Anastasia também afastou a possibilidade. “Não há (possibilidade de privatização). Até porque, pela visão do Supremo, ele (Ipsemg) passa a ser uma opção. Então, ele vai continuar como está nos dias de hoje”, concluiu. (RG)

Publicado em: 16/04/2010

Fonte: www.otempo.com.br/otempo/

Abril 14, 2010

parece mais empresa de propaganda…enganosa.

Posted in Uncategorized às 8:47 am por valdezbhz

Cemig amplia negócios e piora serviços

Zulmira Furbino – Estado de Minas

Publicação: 14/04/2010 06:23

Voraz compradora de ativos no país, a estatal mineira Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) transformou-se numa gigante do setor elétrico em apenas sete anos. No final de 2002, tinha sob o seu guarda-chuva 10 empresas, participação em cinco consórcios, valor de mercado de aproximadamente R$ 4 bilhões e Ebitda (lucro antes de pagamento de juros e impostos) de R$ 1,1 bilhão. No encerramento de 2009, os números tinham se multiplicado. Eram 59 empresas e 10 consórcios, Ebitda de R$ 4,1 bilhões e valor de mercado de R$ 17 bilhões, mais de quatro vezes maior que o apurado sete anos antes.

O problema é que, enquanto a empresa crescia a uma velocidade de cruzeiro, a qualidade dos serviços prestados em Minas caminhava em sentido contrário. Entre 2003 e 2009, o número de horas que o consumidor da estatal ficou sem energia aumentou em 31,2%, saindo, em média, de 10 horas e 44 minutos para 14 horas e cinco minutos. Os dados são da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e foram compilados pelo Departamento Intersindical de Estudos Sócio-Econômicos (Dieese).

E mais: das 48 regiões em que está dividida a área de atendimento da Cemig em Minas, 27 não atingiram a meta do número de horas que o consumidor pode ficar sem energia durante o ano de 2009. Isso significa que, das 6,6 milhões de unidades consumidoras da concessionária, 4,1 milhões – ou 63,7% do total – faziam parte do universo no qual a qualidade de prestação do serviço não alcançou o patamar mínimo estipulado pela Aneel. Nos últimos 10 anos, o pior desempenho da Cemig nesse quesito tinha ocorrido em 2008, quando 17 conjuntos ficaram aquém da meta. Em 2003, eram 12 – e, em 2004, apenas três.

“A queda da qualidade nos serviços prestados pela Cemig é fruto da redução de investimentos em manutenção nos últimos anos. Reverter esse quadro será um desafio para a nova gestão”, reconhece um membro do conselho de administração da empresa que prefere não se identificar. Ele admite que os serviços pioraram, que o número de interrupções no fornecimento aumentou e que o mesmo ocorreu com a duração do tempo que o consumidor fica sem energia.

Outra fonte ligada à empresa sustenta que a queda na qualidade coincide com a implementação do novo plano diretor da companhia. Foi esse plano que deu a nova orientação para que a empresa crescesse adquirindo ativos. Além disso, segundo essa mesma fonte, junto com o apetite pelas compras, aumentou também a distribuição de dividendos aos acionistas. Ou seja: os consumidores foram deixados de lado em nome do crescimento do negócio. De acordo com a concessionária, a alta nas interrupções do fornecimento de energia está ligado ao “aumento significativo da severidade climática”, e não à queda de investimentos em distribuição e manutenção ou ao aumento da força de trabalho terceirizada.

Árvores

Rita Fajardo, gerente de gerenciamento e acompanhamento de controle da operação da Cemig, afirma que a demora para restabelecer o fornecimento é decorrente da queda de árvores na rede. “A rede nua é muito suscetível à descarga atmosférica. Em BH, 70% das causas de interrupção estão ligadas à queda de árvores. Isso não tem a ver com redução de investimento. Se uma árvore cai, não importa quanto foi investido na rede”, sustenta. Ainda de acordo com ela, a terceirização é responsável pelo aumento de produtividade da empresa. “A produtividade das empresas terceirizadas é maior do que a nossa”, afirma.

A piora na qualidade dos serviços já é evidente na percepção da população. Em 2009, o Índice Aneel de Satisfação dos Consumidores (Iasc) mostrou que a confiança em relação à rapidez na volta do fornecimento de energia quando há interrupção está caindo. Em 2003, 65,41% dos consumidores estavam satisfeitos com o retorno do serviço. Em 2009, esse número caiu para 62,29%. Só para se ter uma ideia, a média de satisfação entre as concessionárias da Região Sudeste no ano passado foi de 64,48% – e a média brasileira ficou em 64,61%. Também há insatisfação quanto ao aumento na interrupção no fornecimento. Em 2003, 70,57% dos entrevistados estavam satisfeitos. No ano passado, esse número caiu para 66,05%.

Fonte: www.uai.com.br



amigos servidores, lembrem-se das promessas no dia 03 de outubro tá?

Posted in Uncategorized às 8:35 am por valdezbhz

Governo de MG recua em proposta de prêmio a servidor

Eduardo Kattah – 13/04/2010 – 17:30

O governo de Minas Gerais recuou da proposta de dobrar, este ano, o prêmio pago anualmente por produtividade para cerca de cerca de 300 mil servidores públicos em função do cumprimento de metas e resultados nas secretarias e órgãos estaduais. A Secretaria de Estado de Planejamento informou, porém, que a proposta relativa ao prêmio não será retirada.

Hoje, o governador Antonio Anastasia (PSDB), ressaltou que o “projeto que tramita na Assembleia é meramente autorizativo” e, se aprovado, o benefício previsto para os servidores poderá ser concedido no próximo governo. “Todo pagamento depende da nossa receita”, observou.

O projeto de lei foi encaminhado no fim do ano passado pelo ex-governador Aécio Neves (PSDB) para a Assembleia Legislativa, onde ainda tramita. Em 2009, o governo desembolsou R$ 320 milhões para o pagamento de prêmios por produtividade. O Executivo decidiu não premiar com um abono a mais em 2010 por causa do aumento concedido em março na folha de pagamento do funcionalismo.

No último dia 30, a Assembleia aprovou o projeto do Executivo que reajusta em 10%, a partir de 1º de maio, o vencimento básico dos servidores públicos estaduais ativos de 121 carreiras, além de inativos, antigos apostilados e titulares de cargos em comissão. Para os policiais civis, militares, bombeiros, agentes penitenciários e socioeducativos, o reajuste aprovado foi de 15%. O impacto calculado na folha de pagamento será de cerca de R$ 1,1 bilhão em 2010. O projeto aprovado beneficia diretamente um total de 900 mil servidores.

Fonte: www.hojeemdia.com.br

FSP É AQUELE JORNAL (SERÁ?) QUE NÃO SERVE PRA LIMPAR NEM A …

Posted in Uncategorized às 8:20 am por valdezbhz

A agenda de Serra e a “massa cheirosa” do PSDB

12/04/2010 – Katarina Peixoto

No Brasil, quem sempre disse e atuou como se não houvesse alternativa foi a turma que hoje apóia Serra e a quem, há mais de duas décadas, ele se juntou. Todas as críticas levadas a cabo pela oposição à experiência do governo Lula concentraram-se na defesa da manutenção da grande agenda financista, exatamente embalada pela tese de que não havia alternativa. Declaração de Eliane Catanhêde distinguindo pelo cheiro a “massa” do PSDB, do povo que apóia Lula, mostra bem do que a direita é capaz, enquanto fala em verdade e se diz popular. O artigo é de Katarina Peixoto.

A candidatura José Serra enfrenta dificuldades importantes, que ultrapassam o debate sobre a presença ou não do ex-governador de Minas Gerais como seu candidato a vice. Não é irrelevante sacar do bolso o slogan da campanha de Obama para tentar embalar a candidatura que se opõe à de Dilma. Revela, antes, uma falta de perspectiva e uma confusão de agenda. Talvez um celenterado acredite que Dilma se parece com Bush e Serra, com Obama. Fora da mídia das seis famílias, talvez não soe como algo razoável essa conversa de sim, nós podemos, o Brasil pode mais protagonizada pelo PSDB e ex-PFL, entre outras agremiações menos chegadas à lida democrática, porque é estúpido, além de mentiroso.

A campanha de Barack Obama, e portanto a sua agenda de campanha, orientou-se por uma posição frente à história e à tese delirante levada ao extremo pela direita estadunidense, de que não há alternativa ao destino.

No Brasil, quem sempre disse e atuou como não houvesse alternativa foi a turma que hoje apóia Serra e a quem, há mais de duas décadas, ele se juntou. Todas as críticas não racistas e não políticas levadas a cabo pela oposição à experiência do governo Lula concentraram-se na defesa da manutenção da grande agenda financista, exatamente embalada pela tese de que não havia alternativa. E o reconhecimento político, quando raramente houve, de algum acontecimento de responsabilidade do governo Lula sempre foi, pela oposição de direita, derivado de uma reivindicação – no mais das vezes delirante – de autoria.

O legado da oposição de direita ao Governo Lula não pode ser descrito como a defesa e menos ainda construção de possibilidades. E talvez aí resida o embaraço que deu lugar ao engodo do slogan feito a toque de caixa para lançamento da campanha de Serra. Talvez essa relação rançosa frente à idéia mesma de possibilidade na história seja mais determinante do que uma tentativa frustrada de manobra manipulatória velhos tempos da opinião pública, ou midiática. E esse vazio de agenda é mais preocupante do que ocorresse à esquerda do governo Lula. Porque, salvo uma ou duas seitas, os que marcharam para uma oposição de esquerda tem um mundo negativamente refletido e ressentido por que lutar (essa não quer ser uma observação desrespeitosa, em tempo).

O desmantelo da direita ao governo Lula exige muita reflexão e talvez venha a produzir algo intelectualmente robusto, porque é historicamente um fenômeno robusto. Não é exagero algum dizer que o grau de delírio e de racismo a que chegaram algumas expressões políticas ligadas à candidatura Serra revelam uma desorientação diante do momento histórico. É cedo para traçar um quadro completo, mas não para perceber que a experiência Lula presidente não causou confusão apenas do lado de cá. Ocorre, porém, de a história da direita sem agenda ser especialmente danosa e violenta. Então, o caráter cambaleante da candidatura Serra é um motivo razoável para atenção.

Fernando Henrique disse, entre outras coisas, na ocasião da convenção tucana, que é preciso trabalhar e estudar, defendendo Serra, que sempre fez ambas as coisas. O ataque foi uma reedição da ladainha fleumática contra Lula. FHC dizer isso é só mais uma nota nesse samba triste e sem cadência em que vem se embolando a oposição. Não tem importância; quem leva Fernando Henrique a sério não está entendendo o que está em jogo, no momento. O que importa, nessa declaração odiosamente classista e semeadora de irracionalidade, é ter FHC, para além de qualquer delírio pessoal que possa estar o vitimando, ter recorrido, em 2010, a tamanha baixeza.

A candidatura Dilma tem decerto fragilidades e é possível que venha a ter inúmeras disputas vinculadas à sua agenda. Há, “do lado de cá”, uma série indefinida de dificuldades a serem superadas. E há da parte de Dilma um legado de luta e de construção de possibilidades na gramática da desigualdade capitalista periférica, que engatinha na democracia. Ela sabe disso, assim como Serra sabe. Ponto para Dilma, um embaraço para o tucano, que não erra por ignorância, mas por desorientação e inércia históricas.

Uma das razões que saltam aos olhos para atestar a irrelevância política de Fernando Henrique é que, nestas eleições, a ignorância não é categoria política da agenda classista da direita. Essa é uma razão que se tornou historicamente possível por causa da experiência Lula presidente, aliás. Outra razão que salta aos olhos é o discurso que mistura racismo, classismo, defesa de uma imaginária união nacional e de uma “verdade”, a ser jogada, disse Serra, sobre “eles”, os do lado de cá.

A cobertura que a Folha de São Paulo fez da convenção do PSDB talvez sirva para expressar, de maneira translúcida, o grau de violência de que a direita brasileira é capaz, enquanto fala em verdade e se diz popular, liquidando o possível na história. A declaração da jornalista Eliane Cantanhêde não é infeliz pelo que diz estar reportando; nem mesmo o é pela falta de pudor e contenção em reportar o irreportável; é infeliz porque semeia o ódio, o preconceito e a intolerância.

O gesto de Cantanhêde está no que ela não fala, no que não é dito. E isso merece atenção.

Fonte: www.cartamaior.com.br

Abril 8, 2010

FHC, O REJEITADO

Posted in Uncategorized às 11:49 pm por valdezbhz

04/04/2010

FHC: o neoliberalismo dos Jardins

O tamanho da vaidade de FHC parece ser o maior adversário de seus correligionários de partido e ex-colegas de governo, que tentam esconder ele e seu governo. Ele não agüenta ver seu governo atacado e não contar com ninguém que o defenda – como aconteceu no segundo turno de 2006. Se deram conta que aceitar a comparação entre os dois governos – o de Lula e o de FHC – é o caminho seguro da derrota. Não convidaram FHC para a cerimônia de saída de Serra do governo de São Paulo, o excluíram do lançamento da candidatura presidencial e pretendem mantê-lo – ele e seu governo – fora da campanha, conscientes de que ele é o melhor promotor da campanha da Dilma.

Tem razão os que o querem esconder. Ele saiu do governo derrotado, fracassado, tornou-se o político de maior rejeição, não se atreve a candidatar-se a nada, cada vez que fala, o apoio ao governo Lula e à sua candidata aumenta. Às vezes quer retomar um ar de intelectual, que ele um dia foi, mas as besteiras teóricas que diz ganham um ar empolado, passando a ser besteiras empoladas.

Agora pretende alertar sobre o risco do Brasil se tornar uma China. Claro, para quem tentou abolir o tema do “desenvolvimento”, o crescimento chinês é um acinte. Para quem acreditava que já havíamos chegado a um tal nível de desenvolvimento econômico – tomando o capitalismo dos Jardins paulistanos -, bastaria eliminar o desenvolvimento e colocar no seu lugar a “estabilidade”. Para quem está por cima, poderia ser bom parar onde estavam. Danem-se os “inimpregáveis”, segundo suas próprias palavras, a grande massa pobre e miserável, para quem nunca pretendeu governar.

Volta com seu “trololó” – segundo a linguagem de seu candidato, já derrotado em 2002 – do “capitalismo de Estado”. Esse já foi o mote de FHC para tentar salvar de responsabilidade os grandes empresários privados no Brasil, nacionais e estrangeiros, que enriqueceram como nunca na ditadura militar, lucrando com o regime de terror, de tortura, de desaparecimentos, de fuzilamentos. Seu enriquecimento foi a lógica dentro daquela loucura – segundo a frase de Shakespeare.

FHC dizia que os setores hegemônicos na ditadura militar não eram os capitalistas privados, mas o “capitalismo de Estado”. Haveria uma classe dominante na Petrobrás, no Banco do Brasil, na Caixa Econômica Federal, na Vale do Rio Doce. Esses seriam os inimigos da democracia, e não os militares, o governo dos EUA, o grande empresariado privado, os donos da mídia privada. Não. Esses seriam agentes da democracia, prefeririam a democracia à ditadura.

Absolvia assim os grandes vencedores da ditadura, os que acumularam riquezas como nunca em um regime que, imediatamente após o triunfo do golpe, decretou intervenção em todos os sindicatos e arrocho salarial. O sonho de todo grande empresário: sem movimento sindical organizado para defender os interesses dos trabalhadores e formalização da proibição de qualquer aumento salarial. E vem o ex-presidente e ex-sociólogo dizer que os grandes empresários nacionais e estrangeiros preferem a democracia. Não se viu nenhum deles protestar contra a repressão aos sindicatos, nem contra o arrocho salarial.

E, para completar o servicinho de dar uma teoria “democrática” para a transição sem ruptura, a favor do grande empresariado, FHC passa a criminalizar o Estado. Este abrigaria o maior inimigo. Os militares? Não. As empresas estatais, tornando-se um neoliberal precoce.

Tanto assim que FHC diz que democratizar seria desconcentrar o poder econômico em torno do Estado e o poder político em torno do executivo. Nisso consistia sua aclamada – pelos seus cupinchas – “teoria do autoritarismo”, que nem se atrevia de chamar as coisas pelo seu nome: ditadura e não autoritarismo. Um neoliberalismo “avant la lettre”, como ele gostaria de falar, com o seu pé na cozinha (francesa, como ele esclareceu posteriormente).

Agora FHC tenta novo brilhareco, contra a opinião dos seus correligionários (nas palavras de uma de suas tantas viúvas nas imprensa, tratado como genro que a família quer esconder, porque só comete gafes, que favorecem o inimigo ), francamente na onda anticomunista. Já tinha apelado para o “sub-peronismo”, para a denúncia do papel dos sindicatos no governo, agora ataca o desenvolvimento da China. Prefere seu neoliberalismo dos Jardins, aquele que quebrou o país três vezes no seu governo, que levou a taxa de juros – que seu candidato considera que hoje é alta, – a 48%, sem que este tenha protestado. Que fez o Brasil entrar em uma profunda e prolongada crise, de que só saiu no governo Lula.

Que se valeu da maioria que tinha no Parlamento e de ser o queridinho da imprensa, que não denunciou nenhum dos tantos casos de corrupção do seu governo, para mudar a Constituição na vigência do seu mandato – com votos evidentemente comprados – para ter um segundo mandato.

Triste figura a do FHC. Rejeitado por seus correligionários, considerado como alavanca para a oposição pela rejeição que sofre do povo brasileiro, funciona como clown, como personagem folclórica, lembrança de um passado que o governo luta para terminar de superar e a oposição para tentar esquecer e apagar da recordação dos brasileiros. Escondido pelos seus, repudiado pelos seus adversários, enterrado em vida pelos seus, tomado como anti-exemplo por seus adversários.

O governo Lula só pôde ter sucesso, porque virou a página do governo FHC e retomou as melhores tradições nacionais, populares e democráticas do Brasil, a começar pela de Getúlio Vargas, que FHC quis enterrar. Que hoje, pateticamente, não tem ninguém que o defenda e todos o rejeitem. Repúdio popular é isso aí, o que sofre FHC, de forma merecida.

Postado por Emir Sader às 16:36

Fonte: www.cartamaior.com.br

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