Março 28, 2010

Dormir bem…pra mim às vezes é difícil.

Posted in Uncategorized às 11:01 pm por valdezbhz

Sono, a falta que ele faz…
Conheça os diferentes estágios durante a noite e os distúrbios devido às noites maldormidas
ANA ELIZABETH DINIZ
Especial para O Tempo

“Cair nos braços de Hypnos e não de Morfeu” seria a frase correta quando tudo o que se quer é uma noite de sono restauradora. O equívoco mitológico, dizem, é porque Morfeu era o deus dos sonhos em que apareciam as formas humanas, mas o deus do sono era seu pai, Hypnos.

Mitologia à parte, dormir não é perda de tempo. “Uma boa noite de sono, em quantidade e em qualidade, é fundamental para os desempenhos físico, profissional, intelectual, social e sexual. O cérebro não desliga, apenas a consciência não participa, sendo um estado ativo, em que várias funções são processadas. Portanto, é preciso que se durma bem”, defende Marília Denise Mariani Pimenta, médica do sono e titular da Academia Brasileira de Neurologia.

Ela explica que, enquanto dormimos, o cérebro apresenta atividades importantes, como consolidação da memória, secreção de determinados hormônios (como o do crescimento), restabelecimento de comportamentos geneticamente predeterminados e ligados à sobrevivência (como fome, sede, sexualidade) e muitos outros.

“O sono não é uniforme, apresentando-se em ciclos de duração de cerca de 90 minutos cada um. Esses ciclos se repetem ao longo da noite até o despertar pela manhã. Cada ciclo é composto por um período sem movimentos oculares rápidos (sono NREM), seguido por outro com movimentos oculares rápidos (sono REM ou sono dos sonhos). O número de horas de sono ideal por noite varia de acordo com a idade e também de pessoa para pessoa”, pontua a neurologista.

E pasme! Existem mais de 150 tipos de distúrbios do sono já classificados pela medicina do sono (veja quadro). “Um sono de má qualidade poderá acarretar alterações da memória, sonolência excessiva diurna, irritabilidade, sinais e ou sintomas semelhantes à depressão (desânimo, cansaço, indisposição), alterações da libido ou da potência sexual, lentidão de raciocínio. Dependendo da profissão, a falta crônica poderá acarretar acidentes até fatais”, alerta Marília.

Por isso, muita atenção. Caso você apresente algum desses sintomas, procure um médico do sono. “Ele fará o diagnóstico, vai orientar sobre a necessidade de exames complementares e o tratamento, que nem sempre é necessariamente medicamentoso, mas visa restabelecer a arquitetura do sono, corrigindo os distúrbios que existam, melhorando a performance do dia a dia”, aconselha a neurologista.

Quando o médico percebe qualquer distúrbio, pede que o paciente faça um diário do sono (anotar várias informações como hora de ir dormir e de acordar). “Daí, ele aplica escalas como a de sonolência diurna, faz o exame clínico, da orofaringe e do pescoço”, explica a médica.

Algumas suspeitas diagnósticas podem requerer a polissonografia, exame em que o paciente dorme na clínica e fica o tempo todo monitorado. Exames como eletroencefalograma, eletrocardiograma, oximetria (medida da saturação da oxihemoglobina) e outros são realizados.
Após esse procedimento, o médico do sono vai, então, dar o diagnóstico e sugerir o tratamento mais adequado para os sintomas detectados.

Os principais distúrbios que exigem diagnóstico do médico do sono
Insônia. Afeta cerca de um terço da população e se manifesta através da dificuldade em iniciar ou manter o sono e o despertar precoce, que pode ser o primeiro sinal de depressão.

Roncos. Devem ser investigados sempre. Altos e frequentes são causa de hipertensão arterial sistêmica e podem ser um alerta para a apneia do sono. Nem todo roncador tem apneia, mas todo apneico ronca.

Apneia. Pausas da respiração que ocorrem durante o sono. Podem ser centrais ou obstrutivas. Durante as apneias, a oxigenação cerebral fica deficiente. Cada episódio pode durar de poucos segundos a mais de um minuto, repetindo-se inúmeras vezes, podendo ocorrer até centenas de vezes.

Sonolência excessiva diurna. Tendência aumentada ao sono, com compulsão para dormir em horários inapropriados.

Narcolepsia. A manifestação clínica mais frequente é a sonolência excessiva diurna. Outros três sintomas presentes: a cataplexia (perda súbita do tônus muscular geralmente desencadeada por emoções), a paralisia do sono (episódios de total paralisia, inclusive da voz, por minutos) e as alucinações hipnagógicas (que ocorrem no início do sono).

Distúrbios do ritmo circadiano. É o ritmo que se repete em torno de 24 horas, como sono e vigília. Dentre seus distúrbios, o “jet lag”, conjunto de sintomas e sinais que ocorrem devido a mudanças de fusos horários, como nas viagens internacionais, e o distúrbio do sono por trabalho em turnos, que consiste em sonolência excessiva diurna ou insônia devido às horas de trabalho não convencionais. O sono diurno não tem a mesma eficácia que o noturno.

Publicado em: 28/03/2010 – Fonte: http://www.otempo.com.br/otempo

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